O Brasil tem um
enorme potencial hídrico e ostenta um precioso volume de mananciais que pode
ser usado para o abastecimento público, entretanto a falta de planejamento,
investimento em infraestrutura e o descaso na forma com que essas fontes são
utilizadas resultam em prejuízos ambientais, sociais e econômicos.
A distribuição desproporcional
da água no país é um dos grandes desafios a serem superados, uma vez que a maior parte dela se concentra
contraditoriamente no norte – região que abriga cerca de 5% da população
brasileira – enquanto o sudeste possui apenas 6% das reservas e sofre com problemas
de abastecimento, além de ter que lidar com a alta densidade demográfica da
região que demanda mais água do que as bacias ao seu redor são capazes de
oferecer.
Dia a dia a
população vê o nível dos sistemas caírem, algumas medidas até foram tomadas por
parte do governo estadual, que incluem: racionamento da água e multas pelo uso
excessivo, mas que não resolvem o problema real; é preciso atacar as suas
causas.
Também faltam
políticas sociais e mais participação das prefeituras em relação à degradação
dos mananciais já que muitas famílias têm se instalado nas encostas dos
rios que poderiam ser usados para suprir as necessidades da população, mas
que estão extremamente poluídos.
Antes de tudo é
necessário ressaltar que esse caos poderia ter sido evitado, tendo em vista que
já tinham o conhecimento dos problemas hídricos há tempos. O que fica evidente
em grande verdade é o despreparo e falta de compromisso por parte das
autoridades competentes.
Todos sabem que a
água é de fundamental importância à vida e diante desses atuais problemas
vindos da seca, do mau uso dos recursos e da negligência por parte do governo vem
surgindo uma nova consciência: de que é necessário pensar na água como recurso
finito, que é preciso economizar, planejar e assegurar que não irá faltar.

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