terça-feira, 21 de abril de 2015

Dos meandros à seca

O Brasil tem um enorme potencial hídrico e ostenta um precioso volume de mananciais que pode ser usado para o abastecimento público, entretanto a falta de planejamento, investimento em infraestrutura e o descaso na forma com que essas fontes são utilizadas resultam em prejuízos ambientais, sociais e econômicos.

A distribuição desproporcional da água no país é um dos grandes desafios a serem superados, uma vez que a maior parte dela se concentra contraditoriamente no norte – região que abriga cerca de 5% da população brasileira – enquanto o sudeste possui apenas 6% das reservas e sofre com problemas de abastecimento, além de ter que lidar com a alta densidade demográfica da região que demanda mais água do que as bacias ao seu redor são capazes de oferecer.


Dia a dia a população vê o nível dos sistemas caírem, algumas medidas até foram tomadas por parte do governo estadual, que incluem: racionamento da água e multas pelo uso excessivo, mas que não resolvem o problema real; é preciso atacar as suas causas.

Também faltam políticas sociais e mais participação das prefeituras em relação à degradação dos mananciais já que muitas famílias têm se instalado nas encostas dos rios que poderiam ser usados para suprir as necessidades da população, mas que estão extremamente poluídos.

Antes de tudo é necessário ressaltar que esse caos poderia ter sido evitado, tendo em vista que já tinham o conhecimento dos problemas hídricos há tempos. O que fica evidente em grande verdade é o despreparo e falta de compromisso por parte das autoridades competentes.


Todos sabem que a água é de fundamental importância à vida e diante desses atuais problemas vindos da seca, do mau uso dos recursos e da negligência por parte do governo vem surgindo uma nova consciência: de que é necessário pensar na água como recurso finito, que é preciso economizar, planejar e assegurar que não irá faltar. 

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